Resposta rápida: qual sistema para qual estrutura
Sistema U fecha vãos entre lajes (piso a piso), com vedação vertical contínua. Sistema V usa suporte tipo forca para formar um plano em L invertido, indicado para fachadas e estruturas de concreto aparente. A escolha entre os três depende do projeto e da estrutura, nunca da preferência do instalador.
Os três termos aparecem juntos porque descrevem configurações de montagem previstas pela norma técnica que a NR-18 usa como referência para redes de segurança — não têm relação com material ou marca de rede. Rede de segurança também não deve ser confundida com tela fachadeira ou tela tapume: veja a diferença entre tela fachadeira, tela tapume e rede de segurança antes de especificar qual proteção a obra precisa. As seções abaixo detalham cada sistema, o que a NR-18 exige e o que fica por conta do projeto.
Sistema U (piso a piso): fechamento de fachada por pavimento
O sistema U fecha o vão entre a borda da laje e a estrutura em construção, criando uma barreira vertical contínua ao longo do perímetro do pavimento. É a configuração mais associada ao termo piso a piso: a rede acompanha a evolução da obra e é reposicionada conforme novos pavimentos são concretados.
A aplicação típica é em edifícios verticais durante a fase de estrutura, quando ainda não existem vedações definitivas nas bordas. A Lineos já detalha esse comparativo em rede SLQA ou piso a piso: qual escolher, incluindo os dados que ajudam a levantar a especificação junto ao responsável técnico.
Malha, fio e demais características do sistema U seguem a classe de resistência definida pelo projeto de proteção coletiva — não existe uma configuração única válida para qualquer obra. Conheça as redes de proteção para construção civil fabricadas pela Lineos ou a linha SLQA, malha e piso a piso para especificar a aplicação com a equipe comercial.
Sistema V: rede em “L” invertido para estrutura de concreto
No sistema V, a rede é fixada por uma corda perimetral presa a suportes metálicos do tipo forca, formando um plano inclinado que se projeta para fora da estrutura — o desenho lembra um L invertido quando visto de lado. Essa configuração afasta a rede da fachada, ampliando a área de captação em caso de queda de pessoas ou materiais.
É comum em obras de concreto aparente e em fachadas onde a estrutura oferece pontos de ancoragem definidos em projeto, normalmente junto às lajes. A inclinação e a projeção do painel são calculadas pelo responsável técnico, considerando a altura da obra e a carga prevista para o sistema.
Tipo forca: montagem, mastros e limites
“Forca” é o suporte metálico — um mastro fixado na laje ou na estrutura — que sustenta a rede do sistema V. Os elementos de forca ficam distribuídos ao longo do perímetro, em intervalos definidos pelo cálculo estrutural do projeto, e recebem a corda perimetral da rede entre um mastro e outro.
A montagem exige avaliação da estrutura: os pontos de fixação da forca precisam suportar a carga prevista para o sistema, incluindo o impacto de uma queda. Por isso, o dimensionamento e a distância entre mastros não são padronizados — cada projeto define esses parâmetros a partir da altura, do vão e das características da estrutura. Estruturas sem pontos de ancoragem calculados para esse fim não comportam o sistema V/forca sem adaptação de projeto.
O que a NR-18 exige de cada um — e o que ela não define
A NR-18 estabelece que, quando redes de segurança forem utilizadas, elas devem ser fabricadas e instaladas de acordo com os requisitos de segurança e os métodos de ensaio previstos em norma técnica específica para redes de segurança — no Brasil, a referência mais citada é a EN 1263-1, ao lado de normas técnicas nacionais equivalentes. A malha deve ser uniforme em toda a extensão da rede, e eventuais emendas entre painéis precisam manter a mesma resistência da rede original.
O texto da NR-18 não detalha, por si só, as nomenclaturas “sistema U”, “sistema V” ou “tipo forca” — essa classificação vem da norma técnica de referência, que descreve diferentes configurações de instalação para redes de segurança. Em outras palavras: a NR-18 estabelece a obrigação de conformidade; a norma técnica de redes descreve como cada configuração deve se comportar. Consulte sempre a versão oficial e vigente da NR-18 e valide a interpretação com o responsável técnico da obra — para o levantamento geral de uma rede de segurança, veja também NR-18 e redes de segurança em obras: o que verificar no sistema.
Além da conformidade do produto, a NR-18 trata a rede como parte de um sistema de proteção coletiva: cabe à obra manter a inspeção periódica dos elementos de sustentação, das cordas e dos pontos de ancoragem, registrando qualquer sinal de dano, corte ou deformação antes que comprometa a contenção. Essa responsabilidade é do profissional ou da empresa responsável pela montagem, não do fabricante da rede.
EN 1263-1: energia de absorção, malha e corda-teste
A EN 1263-1 define os requisitos mínimos de segurança e os métodos de ensaio para redes de segurança, da produção do fio ao acabamento da rede, incluindo as cordas perimetrais. As redes são classificadas por letra e número: a letra indica a faixa de energia de absorção mínima e o número indica o tamanho máximo de malha permitido para aquela classe.
A composição do fio, a resistência à tração, o alongamento e a capacidade de absorção de energia são definidos pelo projeto e pela norma técnica aplicável a cada obra — não existe uma especificação de material única e obrigatória para todo sistema U ou V; ela depende da classe exigida e do que o responsável técnico e o fabricante confirmarem para aquele fornecimento. Cada lote de fabricação costuma ser acompanhado por amostras retiradas do mesmo lote — a chamada corda-teste — usadas para confirmar que a rede ainda atende às propriedades exigidas quando o prazo de validade indicado pelo fabricante se aproxima do fim.
Para entender que documentos pedir ao fabricante sobre essas características, veja laudo e ensaios de rede de proteção: o que pedir.
Tabela comparativa: sistema × fixação × cobertura × etapa da obra
| Sistema | Onde é fixado | O que protege | Etapa da obra | Acompanha a subida da estrutura? |
|---|---|---|---|---|
| Sistema U | Preso diretamente na estrutura, entre a borda da laje e o pavimento superior | O vão vertical entre pavimentos, fechando a lateral do edifício | Fase de estrutura, enquanto ainda não há vedação definitiva na borda | Sim — é reposicionado a cada nova laje concretada |
| Sistema V | Corda perimetral presa a suportes tipo forca, ancorados na laje ou na estrutura | A área externa à fachada, a uma distância da estrutura, no plano em L invertido | Fachadas e estruturas de concreto aparente, com pontos de ancoragem definidos em projeto | Sim — os elementos de forca são reposicionados conforme a obra avança |
| Tipo forca | Mastro fixado na laje ou na estrutura, nos pontos de ancoragem calculados em projeto | Não protege diretamente — é o suporte que sustenta a rede do sistema V | Junto com o sistema V, na mesma etapa | Sim — acompanha o reposicionamento do sistema V |
Malha, fio e demais características do material seguem a especificação definida pelo projeto e pela norma técnica aplicável a cada obra — não é um dado fixo por sistema, por isso não entra nesta tabela. Confirme a especificação com o responsável técnico da obra e com o fabricante antes de fechar a compra.
Erros que reprovam a montagem na inspeção
- Malha fora da classe exigida: usar uma rede com malha maior do que a classe de absorção de energia definida no projeto permite.
- Rede fora do prazo de validade: manter em uso uma rede sem confirmar se a corda-teste do lote ainda está dentro do prazo indicado pelo fabricante.
- Pontos de ancoragem não calculados: fixar a forca ou a corda perimetral em estrutura que não foi dimensionada para a carga do sistema.
- Emendas sem a mesma resistência: unir painéis de rede sem garantir tração, resistência e deformação equivalentes às da rede original.
- Vãos abertos no fechamento piso a piso: deixar aberturas nas quinas, junto a pilares ou em transições de pavimento no sistema U.
- Falta de rastreabilidade: não apresentar identificação do fabricante, do lote e da especificação da rede durante a inspeção.
Perguntas frequentes
Sistema U e sistema V podem ser usados na mesma obra?
Sim. É comum um projeto de proteção coletiva combinar configurações diferentes conforme a etapa e a área da obra — o responsável técnico define qual sistema atende cada situação.
O que diferencia o tipo forca do sistema V?
O tipo forca é o suporte metálico; o sistema V é a configuração completa formada pela rede fixada nesse suporte. Um não existe sem o outro nessa aplicação.
A NR-18 obriga o uso de rede com certificação EN 1263-1?
A NR-18 exige que, quando a rede for utilizada, ela atenda aos requisitos de segurança e ensaio de norma técnica específica para redes de segurança. Confirme com o responsável técnico e com o fabricante qual norma e qual documentação se aplicam ao seu projeto.
Quem é responsável pela fixação do sistema na obra?
A execução no local — incluindo fixação, ancoragem e ajustes conforme a obra avança — é do profissional ou da empresa contratada pela construtora. A Lineos fabrica e fornece a rede conforme a especificação definida no projeto.
A Lineos instala a rede?
Não. A Lineos fabrica e fornece a rede sob medida; a instalação — inclusive de sistemas U, V ou forca — é feita pelo profissional ou pela empresa contratada pelo cliente, responsável por avaliar a estrutura, calcular os pontos de ancoragem e executar a montagem.
O que muda entre inspecionar um sistema U e um sistema V?
No sistema U, a inspeção foca na vedação contínua entre lajes e nas emendas dos painéis. No sistema V, o foco inclui também os pontos de ancoragem da forca e o tensionamento da corda perimetral, já que o painel fica projetado para fora da estrutura.
Quais dados enviar para cotar um sistema U ou V?
Aplicação, medidas por trecho ou pavimento, altura da obra, estrutura disponível para fixação, prazo e cidade de entrega. Envie essas informações pela página de contato da Lineos para receber orientação comercial.



